A tripsina é usada para liberar enzimaticamente células aderentes de placas de cultura de tecidos para passagem. Cátions divalentes, como cálcio e magnésio, frequentemente presentes no ambiente de cultura celular, inibem essa ação. O EDTA sequestra esses íons e, assim, aumenta a eficácia da tripsina.
A tripsina possui uma faixa de pH de 7,2 a 8. Nessa faixa, a inclusão de vermelho de fenol confere à solução uma coloração rosa. Durante o transporte, a tripsina pode mudar de cor, de rosa para amarelo, devido à exposição ao dióxido de carbono liberado pelo gelo seco no contêiner. Em nossa experiência, essa descoloração não afeta a funcionalidade da tripsina. Ajustando o pH para 7,2 a 8 com NaOH, a atividade da tripsina pôde ser restaurada.